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Comunicado

Para o Secretariado da Concelhia do Partido Socialista a demissão de Nuno Nascimento de chefe de gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Viseu  constitui-se como um fato político relevante.

Passado que  estão mais de cinco anos à frente do Município de Viseu,  Almeida Henriques vive  notoriamente um período crítico e até decisivo.

A política imaterial quase obsessiva em imagem, marketing territorial ou propaganda política e organização de festas e outros eventos municipais, “mais do mesmo”, já cansa e já não ilude a reduzida aposta nas políticas municipais básicas.  

Muitas atividades e serviços municipais tradicionais  estão a ser  sucessivamente entregues a privados.

A  recolha de resíduos  apresenta  problemas graves.

Há descargas de águas residuais não tratadas diretamente no rio Pavia, a meio da cidade,  quando chove.

A limpeza e manutenção de áreas verdes e espaços  públicos começa a não fazer jus aos historicamente elevados índices de qualidade de vida, tão caros aos viseenses.  

Este Executivo não  sabe implementar políticas de proximidade junto dos munícipes  e dos agentes locais e regionais.  

Viseu continua a  não saber articular-se com os municípios vizinhos, a inaptidão para liderar uma solução organizativa para o abastecimento de água é disso exemplar.  

Não há uma forte política social, o que é bem evidente  na degradação da habitação social do  Concelho.  

A tão propalada aposta na atratividade económica,  pese algumas empresas tecnológicas a  instalarem-se em Viseu, fenómeno dos “tempos atuais” que sucede também noutras cidades médias,  está muito longe de ganhar a escala necessária.

  Nas freguesias rurais,  pese algumas obras,  sobretudo de típicos arranjos de espaços exteriores,  estas  continuam a perder população e atividades socioculturais e económicas, não se verificando a promoção de imprescindíveis polos de desenvolvimento local.

Assim, “restam” algumas obras emblemáticas, tão profusamente anunciadas quanto adiadas, que tardam em arrancar, mesmo que, para o efeito, o Executivo se socorra de meios rápidos e expeditos - através de fundos imobiliários - que lesam financeira e patrimonialmente o município a médio prazo.

A  não presença de presidentes de junta de freguesia e figuras gradas do PSD em cerimónias municipais recentes,  contrariamente ao que era hábito, e o arredamento político de alguns vereadores executivos começa a ser expressiva.

Agora, sem  uma justificação devidamente esclarecedora, demite-se aquele  que, há muito, tem sido o “braço direito” de Almeida Henriques em diversos cargos de direção.

É bem patente para os viseenses que o atual Executivo Municipal vive - vivia… - assente num “tripé”, personificado em três rostos. Jorge Sobrado, muito criativo, mas não político, a conceber a estratégia e a criar Momentos e eventos. António Almeida Henriques, com curriculum político multifacetado, a tentar dar alguma formalidade institucional e estrutura política a esta “estratégia”, sobretudo através de múltiplos discursos e anúncios pomposos. Nuno Nascimento, um homem de bastidores, da máxima confiança pessoal e política do Presidente, fundamental internamente e para o andamento de toda esta engrenagem, incluindo a vertente económica, como é público.

O Partido Socialista de Viseu está dinâmico e atento. Como o trabalho de Oposição - proativo, crítico, fiscalizador e propositivo -    desenvolvido pelos eleitos locais do PS tem demonstrado, os viseenses podem contar com uma alternativa credível e muito preparada para assumir outras responsabilidades no Município, pelo melhor do território e da comunidade de Viseu.

Viseu 11 de dezembro de 2018

27 de Dezembro de 2018

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