Notícias

Paulo Cavaleiro - Assembleia Municipal

Período Antes da Ordem de Trabalhos

Esta intervenção foca-se em dois pontos:

ï?¼ Em primeiro congratulamo-nos por terem sido homenageados, no passado 21 do corrente, o Dr. Inês Vaz, valoroso defensor de princípios de solidariedade, fraternidade e justiça, o treinador Paulo Sousa, ex-jogador de eleição e os atletas viseenses, Mário Trindade digno representante do nosso país nos Jogos Paralímpicos Rio2016, o Tiago Ferreira, campeão mundial de Maratonas BTT (XCM) e vice-campeão europeu, tendo participado nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e ainda as instituições locais, o Aeroclube de Viseu, o Grupo Desportivo “Os Ribeirinhos” e a Casa de Viseu do Rio de Janeiro.

Constatamos, assim, o que muito nos honra, que a nossa edilidade coloca e bem, uma ênfase assinalável no setor desportivo, não somente pelas distinções anteriormente referidas, mas também pelas manifestações desportivas que temos vindo a apreciar, na nossa cidade. Pena temos que o concelho não tenha um plano, que se conheça, para o desenvolvimento desportivo (não só em quantidade, mas também em qualidade) nomeadamente na construção de estruturas desportivas tendo em vista, também, a excelência desportiva e concomitantemente, o “turismo” desportivo.

Aproveito o ensejo para referir um assunto que coloquei, numa das reuniões anteriores, e que dizia respeito à pista de atletismo. Na altura expus que a mesma carecia de requalificação, pois encontrava-se em mau estado. Foi dito que a estrutura já tinha sido requalificada. Desculpem, mas não consigo ver onde. Um destes dias dar-nos-ão razão e a pista irá, com certeza, ser alvo de obras, pois conforme esta se apresenta nenhum campeonato, pode ser realizado, tal como já terão constatado.

ï?¼ Um segundo ponto diz respeito às obras de substituição dos relvados artificiais do campo de futebol de 7 e campo 1º de Maio do Parque Desportivo do Fontelo. Esta obra era necessária, todavia, somos de opinião de que não foi o momento certo para a sua realização, até porque, anunciar no mês de Agosto uma ação desta tipologia, tempo esse que devia ser o início da requalificação, o seu terminus, na melhor das hipóteses, será em meados de outubro, isto se tudo correr em pleno. Os treinos e campeonatos já decorrem e as alternativas dadas aos clubes não podem ser concretizadas, nomeadamente no Complexo Desportivo de Ranhados em que existe atraso na instalação do relvado sintético. Espera-se que, pelo menos, o resultado vá de encontro às expectativas de todos os intervenientes.

Ponto cinco da Ordem de Trabalhos

ï?¼ No que diz respeito aos resíduos sólidos urbanos, nomeadamente a dos contentores e espaços adjacentes, verifica-se que os contentores do lixo, assim como o seu espaço envolvente (passeios), não estão a ser devidamente tratados e limpos, isto é, não são lavados, não podendo sequer as pessoas levantarem a tampa para colocarem o saco do lixo, sendo que o cheiro é, por vezes, nauseabundo. O que refiro é facilmente verificável em qualquer ponto da cidade. Por outro lado, tem-se verificado o aparecimento de ratos e ratazanas na cidade, o que não é um bom indicador de higiene e salubridade, comprometendo a saúde pública. 

Relativamente aos “sopradores” que mais espalham folhagem e lixo, levantando poeiras por tudo quanto é sítio, ficando algum deste mesmo lixo em cima da relva ou encostada aos arbustos, pois o carro de aspiração não cobre todos os espaços e desníveis.

Devemos pensar numa solução alternativa.

Para uma cidade jardim, amiga do ambiente e que quer sustentar e aumentar o turismo, estas situações devem ser acauteladas, exortando para um cuidado adicional na resolução deste problema.

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29 de Setembro de 2016

Lúcia Araújo Silva - Assembleia Municipal

IP3

O PS não pode deixar passar em claro as palavras proferidas pelo Sr.  presidente da câmara, ao Diário de Notícias, no passado dia 19 de setembro, a propósito do IP3. 

Citando o Sr Presidente da câmara de Viseu ao DN  “autarca diz que o IP3 já começou a ser conhecido como a estrada da morte devido aos elevados índices de sinistralidade que ali ocorrem”. Quanto à preocupação da sinistralidade não podíamos estar mais de acordo, pois a preocupação com a  vida das pessoas deve ser um desígnio acima de qualquer orientação política ou partidária. Mas Senhor Presidente, o que me levou a olhar atentamente para as suas palavras, é a ligeireza com que está a desresponsabilizar-se, a si, e ao anterior governo PSD/CDS, do qual o senhor fez parte. 

 Na qualidade de Presidente da câmara, S.Exª recordar-se-á que em dezembro de 2013, nesta mesma assembleia, o PS apresentou uma moção na qual reiterou como inelutável a construção de uma autoestrada, portajada, tal como havia sido feito no governo anterior, de responsabilidade socialista. 

      O PSD que, em primeiro lugar, também apresentara uma moção com idêntico objetivo, propunha no entanto um corredor “com perfil de autoestrada” não portajada, gratuita para os utilizadores. 

  O PS, como referi, ao considerar uma solução portajada estava convencido de que não existia uma fonte de financiamento alternativa à privada. E tinha consciência de que o país, o Estado português, não tinha recursos próprios para se substituir à responsabilidade de terceiros.

Apesar disso, o PSD só viria a aceitar um texto comum, único, se fosse mantido o dito “perfil de autoestrada”, bem como a sua “gratuitidade”. 

E, como, à época, a bancada desta assembleia PSD, era o  interlocutor privilegiado do governo, garantindo pela voz de vários dos seus responsáveis,  que os 600 milhões previstos no IEVA (investimento de estruturas de valor acrescentado)  seriam financiados, a 80%, por fundos europeus, “convenceu-nos” a todos de que assim seria.  

Claro que erradamente, pois como nós facilmente percebemos, isto não passou de “fait divers” do então governo, PSD/CDS,  com a conivência do PSD/ CDS local. 

Se bem se recorda sua Exª,  o então secretário de estado dos transportes Sérgio Monteiro, o que fez relativamente a esta infraestrutura, IP3, foi redefinir o valor do projeto de 600 milhões de euros passou para 400 milhões, nada mais, e o mais grave, é que a dois meses das eleições legislativas, em agosto de 2015, apresentaram um anúncio, mas apenas com uma solução empurrando para o governo seguinte a decisão. 

Mas que grande trapalhada, apetece dizer, eleições a quanto obrigas. 

Mas senhor presidente, perante toda esta trapalhada, o secretário de estado Sérgio Monteiro, membro do seu governo PSD/CDS, quando iniciou funções afirmou que o IP3 era uma “prioridade política”, mas ficou-se pelo anúncio de uma solução; 

recordo que não estavam presos à “geringonça”, e nada fizeram. Nós aqui, nesta assembleia, e tal como já referi, aprovámos uma moção que defendia o perfil de auto estrada bem como a sua gratuitidade. Mas agora o senhor presidente defende uma auto estrada portajada, declarações de V. Exª. 

Tenho que perguntar a V. Exª porquê esta mudança de opinião relativamente ao que nós aqui discutimos e aprovámos no que se refere ao IP3. Será que se esqueceu? será porque estamos a um ano de eleições é preciso trazer para a comunicação social assuntos estruturantes, e nada melhor que apontar o dedo ao governo atual, para que de alguma forma se desresponsabilize pelo V. Exª  que não fez?  

Senhor Presidente e membros desta assembleia, o partido socialista defendeu sempre e defenderá os viseenses e os seus interesses, assumimos que tudo faremos para que haja uma resposta rápida aos problemas que os automobilistas encontram quando circulam no IP3 de  modo a garantir a segurança dos mesmos,  mas fazemo-lo com rigor, transparência e sem demagogia política. 

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29 de Setembro de 2016

Pedro Baila Antunes - Assembleia Municipal

Atividade económica e competitividade de Viseu

Parabéns CMV e à Viseu Marca, por continuarem, e bem, a senda de revitalização/modernização da Feira de São Mateus. 

Fazia aqui uma proposta ou desafio. Com exceção de alguns concertos, mesmo estes para um público típico, a feira não é atrativa para a frequência continuada de jovens na faixa etária dos 15-25 anos. No nosso tempo… outros tempos… diria, no final de férias era atrativo… irmos à feira em Bando… jogar uns matraquilhos, etc. Atualmente, a atratividade para estes jovens está-se a perder. Os meus filhos, nesta idade, dizem-me - desculpem a crueza da linguagem juvenil - que ninguém… da malta… vai à feira é para “velhos e putos com os papás”.

A Feira gera uma atividade económica muito significativa… é fundamental trazer mais comerciantes locais para a feira… ou iniciativas mais ativas para que quem venha à feira… induza mais atividade económica na cidade… no comércio local.

A “área VIP” (ou outra designação que eufemisticamente lhe dão) junto ao palco causa-me pruridos e sei que a muita gente. Não faz sentido existir numa Feira Franca de cariz popular.

Parabéns pela inauguração da ETAR Viseu Sul, é mesmo um sistema de tratamento de águas residuais urbanas de vanguarda. É de elogiar o cumprimento estrito dos prazos e a abertura a visitas de estudo e aos munícipes em geral.

Em Portugal, mormente ao nível autárquico, depois de uma fase materializada em infraestruturas, equipamentos e espaços públicos urbanos, é agora evidente uma aposta generalizada numa política do imaterial ou em infraestruturas e equipamentos leves, associados ao:

- Metabolismo Urbano, aos eventos, ao marketing territorial, ao turismo e a uma estratégia mais ativa e inteligente de captação de atividades económicas ou investimento reprodutivo.

É generalizada esta política autárquica a todo território nacional… Basta visitar e analisar dados estatísticos de cidades como Guimarães, Aveiro, Coimbra, Viana do Castelo, Braga, Leiria, etc. 

Se nalgumas situações pontuais é nítida a concertação de esforços intra-regionais ou com municípios vizinhos, noutras há em que os atropelamentos, a sobreposição de estratégias e a falta de ganhos de escala são evidentes.

Viseu não é, como todos constatamos, indiferente a esta movida, sendo até paradigmática nalgumas políticas, diríamos…, demasiado imateriais…  

A par dos serviços públicos, historicamente, Viseu baseou a sua atividade económica no comércio e, mais no final do sec. XX, na construção civil. Atividades não associadas à produção de bens e serviços transacionáveis.

Era premente mudar o paradigma deste – entre comas - “modelo de desenvolvimento económico”… E foi isso mesmo propalado , desde há 3 anos a esta parte…

A aura de Viseu – que todos apreciamos e usufruímos – de “A Melhor cidade para Viver”, que, diga-se, tem sido já desmentida em rankings recentes, enfaticamente na dimensão económica… não é suficiente per si para alavancar a atividade económica. 

Reconhece-se o esforço que está a ser feito de requalificação/revitalização do Centro Histórico. Também potencialmente indutor de mais atividade económica.

Os eventos, a animação urbana … são muito interessantes para a vivência da cidade… assiste-se a uma saudável… excitação urbana de eventos… não confundir com movimento urbano no dia-a-dia. Que esse continua a ser escasso comparativamente a outras cidades que o têm vindo a recuperar.

A aposta no turismo é boa e tem sido relativamente bem gizada… Sem propagandas exageradoras, temos de estar bem cientes porém que o Turismo em Viseu nunca gerará, por razões facilmente discerníveis, movimento e riqueza como noutras cidades médias do litoral que há pouco referi (vide as estatísticas do turismo), podendo apenas ser uma parcela complementar no “PIB concelhio”.

Como se leu esta semana na revista Evasões do DN e JN, assiste-se em Viseu ao surgimento 

de pequenos negócios contemporâneos e criativos de restauração, comércio e serviços. Ótimo! Sinal dos tempos, comum a essa Europa fora e em Portugal, onde, noutras cidades, têm já grande expressão.

É louvável todo um programa para Viseu se assumir como cidade vinhateira! Porém, será esta uma peça estratégica capital para o crescimento do “PIB do concelho”, inclusive não tendo a produção-transformação em Viseu a expressão que tem noutros concelhos vizinhos?

Várias das cidades referidas e outras nossas vizinhas estão a conseguir captar investimento industrial com mão-de-obra intensiva… muitas das vezes baseados em cluster locais/regionais, o que é fundamental para a sua sustentabilidade e competitividade.

A par de muitas outras ampliações e novas instalações em diversos concelhos adjacentes, ainda agora Tondela anunciou novos investimentos industriais, incluindo uma grande indústria do sector automóvel com significativa oferta de emprego. Ao que é público, a que Viseu também concorreu e falhou! Numa piada facil: foi um rotundo “inconseguimento!

Já agora, sobre a criação de empregos em investimentos anunciados, volto a insistir, como o fiz há algumas AMV atrás, numa confrontação entre o número de empregos protocolarmente difundidos e aqueles que efetivamente foram concretizados. 

Ex.mo Sr. Presidente da CMV

Nestes 3 anos do seu mandato tem feito coisa boas, novas, urbanas, cosmopolitas, animadas… A este nível, finalmente sem pejo, naquilo que é claro aos Viseenses atentos, não posso deixar aqui de relevar o papel de pivô criativo e técnico-“politico” incansável e competente do Dr. Jorge Sobrado. Político entre aspas pela sua não elegibilidade.

Qual “Toque de Midas” – como implicitamente se apregoa – a atual governação autárquica da CMV, personificada no Dr. A. Henriques, parece estar a mudar a face Viseu. Num sentido literal, epidérmico, não temos dúvidas, contudo, a um nível mais profundo, endógeno, sobram-nos muitas dúvidas.

Este Ecossistema (como bem gosta de dizer) de algumas atividades económicas, adventos e eventos e marketing territorial serão capazes de  alicerçar sustentavelmente uma atividade económica criadora de riqueza e emprego e uma diferenciação competitiva – sublinho diferenciação competitiva - face a outras cidades médias do pais?

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28 de Setembro de 2016

Alberto Ascensão - Assembleia Municipal

Não consigo falar de Protecção Civil, e é sobre isso que pretendo aqui dar o meu testemunho, a minha opinião e o meu humilde contributo, sem lembrar os fogos que nos últimos meses, até há não muitos dias devoraram uma boa parte do nosso património florestal.

De facto, as freguesias de Bodiosa, de Coutos de Viseu e União das freguesias de Boa Aldeia, Farminhão e Torredeita terão sido das mais fustigadas pelos incêndios durante os meses de Julho e Agosto passados.

Quase ininterruptamente, durante cerca de dois meses, estas freguesias, particularmente a dos Coutos de Viseu conjuntamente com a União das Freguesias de Boa Aldeia, Farminhão e Torredeita, cuja realidade melhor conheço por aí ter assistido a alguns episódios de pavor e de pânico, viveram em constante sobressalto, receando essencialmente pelos seus bens.

Os Bombeiros foram inexcedíveis no esforço de procurar estar em todo o lado onde o seu socorro se mostrava mais importante e urgente.

Os Bombeiros e os habitantes das povoações mais rondadas pelos incêndios, conseguiram fazer com que não se lamente a perda de vidas ou de habitações de famílias.

Lamentavelmente e apesar do longo período de tempo por que os incêndios perduraram, não há notícia de por lá se ter notado a presença de quem quer que seja do executivo municipal.

Talvez as festas, romarias, cerimónias e outros eventos no município, lhes não tenham deixado qualquer possibilidade de agenda para levar uma palavra de conforto às pessoas atingidas e de incentivo aos Bombeiros Voluntários, de Viseu e dos concelhos vizinhos, bem como aos Municipais.

Ao que sabemos, toda a estratégia de protecção civil no terreno  - no teatro de operações, como agora se diz – para combate aos incêndios, foi a implementada pelos comandos dos Bombeiros Voluntários, que por parte do Municipio contou com colaboração de um Estagiário. 

Devemos relevar os empenho e esforço com que esse Sr. Estagiário, na falta de Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil, procurou colaborar com as forças que se encontravam a operar no terreno.

Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil que, como se lembrarão, por diversas vezes, ao longo deste mandato, aqui  questionámos, ao que o Sr. Presidente, assobiando para o lado, nos foi respondendo que estava a ser devidamente tratado.

Lamentamos que o Sr. Presidente do Município nos não tenha ouvido para que o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil  fosse devida e atempadamente elaborado e, quiçá, testado, por forma que a sua falta não tivesse sido notada e sobretudo sentida nos incêndios de que o concelho foi vítima nos meses de Julho e Agosto.

Segundo pensamos saber, em circunstâncias como as que se verificaram nos incêndios deste Verão, que trouxeram ao nosso concelho corpos de bombeiros voluntários de  diversos concelhos das redondezas, compete ao Comando do Corpo de Bombeiros Municipais assumir as responsabilidades das operações no terreno.

Ao que sabemos e ao que constatámos, não consta que isso se tenha verificado, nem há notícias de que o sr. Comandante por lá tenha sido visto em funções operacionais, o que faz crer que a Câmara Municipal, também neste aspecto, não tenha assumido as suas responsabilidades, no mínimo exigindo as que são devidas a quem comanda os bombeiros que integram os quadros municipais.

Talvez isto se perceba pelo facto antes apontado, da inexistência do Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil devidamente aprovado e pronto a ser posto em prática se necessário, como foi o caso, segundo pensamos.

E não nos estamos a referir ao Bombeiros Municipais no seu todo, pois os homens que combateram os incêndios ao lado dos Voluntários, merecem as mesmas referências que a estes são devidas e justas.

Portanto, Sr. Presidente, se não por outro motivo e já que, aparentemente, não costuma dar atenção ao que, desta bancada, lhe propomos e recomendamos, se não por outro motivo, como lhe dizia, tenha em atenção o que o Sr. Presidente da República afirmou a propósito dos fogos florestais e da forma da sua prevenção.

Sabido que é, como consta aliás da informação do Sr. Presidente da Câmara que, finalmente, com alguns anos de atraso e correndo atrás dos fogos florestais, se encontra em discussão pública até ao próximo dia 12 de Outubro, o projecto de Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil, permitimo-nos recomendar que se dê especial atenção à prevenção, de que tanto aqui se tem falado, mas sobre a qual se não vê qualquer preocupação.

E, será com o PMEPC devidamente acabado e pronto a pôr em prática se necessário, conjugado com a prevenção que o deve preceder na acção de combate, que os Viseenses, particularmente os que vivem no meio rural do nosso concelho, se sentirão mais seguros e confiantes quando a próxima época de incêndios se desencadear na Primavera e no Verão.

Não nos esqueçamos que, a deflagração de incêndios florestais e o esforço de quantos intervêm no seu combate, tantas vezes com risco da própria vida, será tão menos quanto maior fôr a sua prevenção 

Queremos aqui deixar o nosso público apreço e a nossa homenagem a todas e todos os Bombeiros, bem como aos demais agentes que com eles colaboraram no terreno, desde os Sapadores aos operadores de meios aéreos, passando pelas diversas formas de intervenção de forças da GNR até às Juntas de Freguesia, pelo esforço e empenho com que enfrentaram os fogos florestais deste ano, particularmente nas freguesias de Bodiosa, Coutos de Viseu e União das Freguesias de Boa Aldeia, Farminhão e Torredeita, honrando o seu lema “Vida por Vida” e conseguindo que não haja a lamentar perdas de vidas ou de habitações de famílias.

Sr. Presidente, 

Na decorrência deste assunto, não quero deixar de me referir a um outro, sobre o qual o Sr. Presidente se pronunciou e que, no âmbito da protecção civil, não é de menor importância.

Refiro-me ao  quartel dos Bombeiros Municipais que, segundo consta da informação que nos é apresentada, deverá ser edificado de raíz,  no aeródromo municipal, essencialmente por duas razões:

- Primeira – Porque o actual quartel não dispõe de camaratas e demais condições que permitam incluir pessoas dos dois géneros no corpo de bombeiros;

- Segundo – Porque o Aeródromo Municipal, para continuar a manter a carreira aérea de que dispõe, ligando Viseu a Vila Real e Bragança para Norte e a Lisboa e Faro para Sul, tem necessariamente que ali manter uma equipa de bombeiros, logo, nada melhor, como se depreende das suas palavras, do que ali edificar esse quartel, mantendo um piquete no actual, entendendo que também ali poderiam vir a ser instalados outras valências da Protecção Civil.

E pronto,  assunto resolvido.

Sr. Presidente, parece-me evidente que se esqueceu de consultar os seus assessores para a protecção civil (ou lhe falta um conselho consultivo para essa área), antes de ser tomada decisão sobre o quartel dos Bombeiros Municipais.

De facto, o actual quartel dos B.M. não está preparado para um corpo de bombeiros com pessoas dos dois géneros mas, será que não existe espaço naquelas instalações que, com obras de adaptação, possa dar resposta capaz e com dignidade  a essa necessidade?

Porque não se suprime o salão existente no actual quartel, adaptando-o por forma a que as instalações operacionais possam dar satisfação à necessidade de o corpo de bombeiros integrar pessoas dos dois géneros?

Mesmo que apenas para ali manter um piquete de prevenção, como o Sr. Presidente afirma, sempre haverá necessidade de obras, pois não nos parece que tais piquetes possam ser constituídos por apenas um dos géneros invariavelmente.

Quanto a um novo quartel, a construir junto do Aeródromo, para além do que já ficou dito, parece-nos que se trataria de um disparate. 

Senão Vejamos:

Os Bombeiros Voluntários de Viseu encontram-se situados a Norte de Viseu, a cerca  de seis ou sete minutos da cidade, com possibilidade de saída rápida através do antigo IP5, que facilita o encaminhamento para qualquer ponto do concelho. 

Um novo quartel dos B.M. localizado no Aeródromo Municipal ficaria, tal como o dos Bombeiro Voluntários, também  a Norte da cidade, a cerca de 12 quilómetros de distância e com vias de acesso que, pela sua qualidade e pelo trânsito que normalmente comportam,  comprometeriam a rapidez e a facilidade de saída  para a prestação de socorro, na cidade ou em outro qualquer ponto da sua área de acção. 

Pessoas  entendidas na matéria, que ouvimos, defendem que, com dois corpos de bombeiros, estando um localizado fora da cidade, o outro deveria ficar mais próximo ou dentro do perímetro urbano, como se verifica actualmente.

Se se pretende juntar num mesmo local todas as entidades e forças relacionadas com a protecção civil, não falta espaço para isso junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários e, ao que é público, não será esta instituição que dificultará essa hipótese, que até tem muita área disponível.

A equipa de bombeiros necessária no aeródromo para prestar assistência à carreira aérea, não justifica, só por si,  que a Câmara Municipal ali edifique um novo quartel. 

Aliás, ao que sabemos, os Bombeiros Voluntários poderiam, se a Câmara Municipal nisso se empenhasse, também colaborar nesse serviço.

Há quem defenda a existência de um único corpo de bombeiros – misto – composto por profissionais e voluntários, que a legislação contempla e regula.

Neste caso, com  um comando profissionalizado, que não deixasse lacunas como as que se verificaram, por parte desta competência dos B.M., nos incêndios do Verão deste ano.

Ainda que se não pense numa fusão a curto prazo, uma vez que se trata de um assunto que se encontra na ordem do dia pela mão de quem sabe da matéria e porque ninguém é senhor absoluto da verdade, pensamos que vale a pena não perder a oportunidade de o pensar e discutir com as partes interessadas, envolvidas ou a envolver, de forma aberta, abrangente e sem preconceitos.

A  menos que se pretenda, de facto  e sem mais (sabe-se lá porquê ou para quê!...), retirar o quartel do Bombeiros Municipais do local onde se encontra, enquanto se não chegasse a uma conclusão assente em opiniões que lhe dessem fundamento sólido, devia a Câmara Municipal resolver o problema das obras de adaptação do quartel actual, por forma a poder incorporar pessoas dos dois géneros no Corpo de Bombeiros Municipais e:

1.- Completar o quadro de pessoal do corpo de bombeiros municipais, cujo efectivo actual é de cerca de metade do previsto no respectivo quadro, manifestamente insuficiente para as necessidades sentidas no concelho.

2. - Actualizar e adequar o parque auto ao corpo de bombeiros,  em função das carências de socorro que os B. M. prestam e do seu quadro de pessoal.

Sr. Presidente, aproveite a oportunidade para procurar “unir para reinar”, - como afirmou um responsável duma instituição detentora de um corpo de bombeiros a órgão de informação local -, obviamente se vier a ser essa a opinião dominante de quem sabe da matéria.

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27 de Setembro de 2016


Próximos Eventos


Outras notícias

Escola Jean Piaget 

O PS congratula-se com a abertura do ano letivo que decorreu em conformidade com os interesses dos alunos, encarregados de educação, professores e toda a comunidade em geral. Isto devido à colocação dos professores que foi feita atempadamente e de uma forma transparente e eficaz.

Falando-se de Educação, não posso deixar de fazer uma referência, e uma reposição dos factos, e da verdade, sobre o que realmente aconteceu na EBIS Jean Piaget.

No ano letivo transato, 2015-2016 o aviso de abertura ao regime de acesso ao apoio financeiro a conceder em 2015-2016 no âmbito do contrato de associação, lembro governo do PSD/CDS, contemplava para a escola EBI Jean Piaget os alunos das freguesias do Campo e de Abraveses. 

Esse mesmo aviso não contemplava os alunos das freguesias de Ribafeita; Bodiosa, Calde e Lordosa. 

Aqui, nesta Assembleia, à época,  ninguém se manifestou contra este facto, nem no conselho municipal de educação. 

Na senda desse aviso, ou seja, sem o alterar, este ano deu-se cumprimento ao citado aviso. 

Assim, o Ministério da Educação atribuiu uma turma para o quinto ano de escolaridade e outra para o sétimo ano, uma vez que a escola pública tem resposta para os restantes alunos das freguesias do Campo e de Abraveses. 

Agora, lamentamos todo o ruído à volta da escola pública no momento em que as políticas do governo valorizam a escola pública, sem comprometer o ensino privado. Pois se a escola pública tem respostas, então deverá acolher os seus alunos. 

Meus senhores, lamentámos a forma como rotulam as crianças que não foram abrangidas para frequentarem a escola EBIS jean Piaget.  Estão a transformar  estas  crianças e suas famílias em “ coitadinhos”, onde a caridadezinha tem de agir. 

Ainda não perceberam que estes discursos apenas destroem a personalidade das crianças?!

Também não posso deixar de manifestar a desvalorização que o Sr. Presidente da câmara e srs. Presidentes de Junta, fazem ao trabalho dos professores da escola pública, pois, segundo as vossas palavras, a escola pública não é capaz de fazer a integração dos  meninos de Ribafeita, Calde, Bodiosa e Lordosa. Lamentamos a visão redutora que V. Exas têm de escola pública. Acrescento que a escola pública também tem ação social, que abrange livros, refeições, transportes e até gabinetes de apoio com assistentes socias e psicólogos e outros técnicos.  

Deixo um alerta, quando forem pedir votos às populações, não se esqueçam de dizer aos professores da escola pública que não apreciam o trabalho que eles desenvolvem junto dos seus alunos e aos pais dos meninos das citadas freguesias que os seus educandos afinal são “ uns coitadinhos”.

Antes de terminar esta minha exposição sobre a EBIS Jean Piaget tenho de perguntar a Sua Exª , sr Presidente da Câmara, qual o enquadramento legal para pagar as turmas , uma do 5º e  outra do 7º ano, que não foram contempladas pelo contrato de associação, sobrepondo-se assim às orientações do Ministério da Educação. Relembro que autonomia não é independência.  

Relativamente às obras que irão ser efetuadas na escola secundária Viriato, congratulamo-nos por esta requalificação, contudo, relembramos que esta escola, em 2010 teve o projeto aprovado para ser requalificada, mas o governo PSD/CDS anulou o projeto. 

Para esclarecer o Sr. Presidente relativamente à resposta que a Srª Secretária de Estado Adjunta da Educação lhe deu relativamente à sua vontade em construir um centro escolar; e a srª secretária de estado lhe respondera que se essa for a sua vontade , construa-o,  a resposta foi adequada, pois como o Senhor Presidente sabe os centros escolares abrangem o pré escolar e o 1º ciclo. 

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27 de Setembro de 2016

DECLARAÇÃO DE VOTO – reunião de 22 de setembro 2016

Os Vereadores do Partido Socialista votaram contra a proposta de abertura de procedimento concursal para o preenchimento de 19 lugares de técnico superior, a recrutar em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, inserida no Ponto 02.01, da ordem de trabalhos, pelos seguintes motivos:

Tal proposta vai contra a terceira alteração ao mapa de pessoal para o ano de 2016, decidida e aprovada pela Assembleia Municipal no dia 29 de junho do corrente, sob proposta da Câmara Municipal do dia 6 de junho.

Ao arrepio dessa decisão da AM é agora proposta a criação de 19 novos postos de trabalho, todavia, áreas de importância vital e onde, efetivamente, há escassez de quadros qualificados foram, mais uma vez, negligenciadas, como é o caso da área social e, por sua vez, há a contratação, e a título meramente exemplificativo, de 1 técnico superior de comunicação social, 1 t. s. de publicidade e relações publicas, 1 t. s. de design e multimédia e 1 t. s. de relações internacionais.

            Com a alteração da decisão tomada anteriormente, os únicos técnicos superiores que seriam contratados, dentro da área social, designadamente, 1 técnico superior de serviço social e 1 técnico superior de educação social, foram preteridos, pelo que, não haverá procedimento concursal para o preenchimento destes dois lugares. O que não podemos deixar de repudiar veementemente.

           

Os Vereadores do Partido Socialista,

José Junqueiro, Rosa Monteiro, Andreia Parente Coelho  

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26 de Setembro de 2016

A posição da Concelhia de Viseu da JS, relativamente ao "timing" da substituição dos relvados sintéticos no Parque Desportivo do Fontelo, é notícia no Diário de Viseu.

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25 de Setembro de 2016

Tendo tido conhecimento pela comunicação social da indignação e acusações dirigidas pelo Professor Galopim de Carvalho à Câmara Municipal de Viseu, no que concerne à sua relação com o Museu do Quartzo, os vereadores do Partido Socialista vêm publicamente distanciar-se da atitude da maioria PSD.

Com efeito, o professor Galopim de Carvalho colaborou, durante décadas, com a autarquia, de forma gratuita, na criação do Museu do Quartzo, assegurando inclusivamente a sua coordenação científica.

Ao que refere a notícia do Público, o atual executivo camarário nunca o contactou no sentido de dar continuidade ao seu valioso contributo científico, o que resultou, designadamente:

– no incumprimento do protocolo estabelecido com o Museu Nacional de História Natural;

– na falta de uma equipa técnica competente;

– na ausência de atividades científicas, num museu único neste domínio a nível europeu;

– e no desvirtuar da função pedagógica para a qual o Museu foi criado.

Aliás, disto mesmo deu conhecimento ao Executivo numa missiva enviada em março passado, manifestando também a sua inquietação por uma placa com o seu nome ter sido retirada, sem explicação, do referido Museu.

Ora, consideram os vereadores do Partido Socialista inaceitável que só depois de 2 meses, e no dia em que foi contactada pelo jornal Público, a maioria se tenha dignado responder a tão prestigiado cientista nacional.

Desde logo, atendendo à gravidade das imputações manifestadas na carta, e à importância do contributo do Professor Galopim de Carvalho a nível nacional e local, era obrigação da autarquia tratá-lo com o respeito devido e merecido.

Fica muito mal à autarquia viseense, segundo o próprio, ter “ostracizado” e desconsiderado assim uma figura de tal envergadura, que só prestigiaria a “Marca Viseu”, qualificando um Museu que, no dizer do especialista, se encontra “ao abandono”.

Querem, portanto, os vereadores do Partido Socialista demarcar-se desta atitude da autarquia, e da má publicidade que esta notícia representa para a imagem de Viseu.

 

Os vereadores do Partido Socialista:

José Junqueiro

Rosa Monteiro

Andreia Parente Coelho

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09 de Maio de 2016

Caro (a) Camarada:

Venho por este meio informar que o nosso Secretário-Geral, António Costa, estará em Viseu amanhã, pelas 21h00.

Será uma sessão no auditório da Escola Superior de Tecnologia, no âmbito da sua recandidatura à liderança do PS e servirá para discutir a Moção Global de Estratégia que levará ao Congresso Nacional do PS.

A sua presença e o seu contributo são fundamentais.

Adelaide Modesto

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06 de Maio de 2016

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05 de Maio de 2016