Notícias

Reunião na Freguesia de Mundão

No dia 29 de Abril, na sede da Junta de Freguesia de Mundão, reuniu o Secretariado da Concelhia, Vereadores e Deputados Municipais com os eleitos do PS na freguesia e demais cidadãos.

Mais proximidade e mais conhecimento das dinâmicas e necessidades da freguesia foram objectivos cumpridos nesta sessão, onde se agendaram outras iniciativas de acção política no território desta freguesia.

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01 de Maio de 2015

Concerto Documental - "Recordar Abril"

Uma iniciativa da Freguesia de Fail e Vila Chã de Sá, liderada pelo nosso camarada José Seabra. 

Um concerto pedagógico, que juntou várias gerações através da imagem e da música.

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27 de Abril de 2015

25 de Abril | Adelaide Modesto

Discurso na Sessão Comemorativa do 25 de Abril

Adelaide Modesto

Exmº  Senhor Presidente da Assembleia Municipal do Concelho de Viseu

Exmª  Senhora e Senhor Secretários da Mesa da A. Municipal

Exmo Senhor Presidente da Câmara

Exmo senhor Vice-Presidente

Exmªs Senhoras e Senhores Vereadores

Exmªs Senhoras e Senhores Deputados Municipais

Exmªs Senhores Presidentes de Junta (com especial menção ao sr. Presidente da Junta de Povolide que gentilmente nos recebe, nesta cerimónia comemorativa)

Excelentíssimos Senhores Capitães de Abril 

Digníssimas Entidades Militares e Civis, Combatentes e Resistentes, 

Caras e Caros Convidados, 

Senhoras e Senhores Jornalistas, 

Caras e Caros Cidadãos

Desde pequenos somos educados por forma a não perguntar a idade a uma “senhora”. Hoje não farei qualquer menção à idade da nossa Liberdade. Já não é tão imberbe que possibilite a referência nem tão velha que já não se importe com esses tiques, orgulhosa das suas rugas e das suas vivências.

A nossa Liberdade é uma “mulher madura”. Já não tem os ímpetos pueris, o que lhe dá robustez do carácter, não tem as inquietações da adolescência mas padece das dúvidas próprias de quem trilha o caminho para uma estádio cada vez mais adulto e exigente.

Inquieta-se com as maleitas próprias do tempo, perdeu por vezes a agilidade, angustia-se com o vislumbre de um dia ficar tolhida ou cativa de uma qualquer doença como a austeridade expansionista, a perda da memória (outros há que lhe chamam flexibilidade), a dependência de terceiros, o estado vegetativo ou sujeito a cuidados paliativos.

Mas esta Liberdade, de que vos falo, nasceu em Abril. Nasceu da voz dos poetas, da cantiga de intervenção, da resistência e generosidade dos militares que após o “parto” a devolveram aos civis, da esperança de um povo amordaçado há meio século por uma ditadura que agrilhoava o país à pobreza, o sujeitava a um regime cobarde, que violava os direitos e as liberdades do indivíduo. Um país em que o medo regia as ideias, as políticas e dissolvia a esperança do povo. Um sistema político sem alternativas, submisso à propaganda, à narrativa, à guerra, à perseguição, numa reiterada negação dos princípios e ideais democráticos através da “voz” da censura.

Desde Abril da década de oitenta do século passado que celebro o aniversário da Liberdade. Com “ela” partilho o mês de nascimento. A Liberdade teve a generosidade de impedir que eu fosse mais um número a somar a tantos outros que compunham a elevada taxa de mortalidade infantil; a Liberdade teve a generosidade de me possibilitar o acesso a um serviço nacional de saúde, com uma assistência médica eficiente, gratuita, promotora da vacinação e cuidados primários; a Liberdade teve a grandeza de não me fazer refém do género, permitindo-me aceder a uma escola pública, de qualidade, apostada na valorização do conhecimento e do capital humano, que me formou como pessoa e profissional, ciente dos seus direitos e deveres individuais, bem como, daqueles de exercício colectivo; a Liberdade teve a generosidade de me dar voz pelo voto; a Liberdade teve a generosidade de me resgatar do poder do pater ou do marido que me cercearia as escolhas, a mobilidade e as possibilidades de querer e ser.

Mas a Liberdade não foi generosa só comigo. Foi generosa para nós, Portugueses.

Em 1975, a Liberdade teve a capacidade de mobilizar, nas eleições para a Assembleia Constituinte, mais de 90% dos eleitores - 5,7 milhões de votantes para um total de 6,2 milhões de inscritos. Todos estavam sedentos de participação e com o empenho de todos os cidadãos, maiores de 18 anos que tinham, pela primeira vez, a possibilidade de escolher livremente o seu destino foi dado um exemplo de civismo que nos orgulha. Para três gerações (avós, pais e netos) esta foi a primeira vez que votaram; tinham esperado uma vida inteira por essa oportunidade.

Foi um país inteiro a descobrir-se a si próprio! Graças à generosidade da Liberdade: O voto torna-se arma de um povo.

Portugal foi um exemplo de desenvolvimento e de avanços em todos os campos. Cresceu e hoje aparentemente tem dores de crescimento. Importa reter que quando falamos de países, falamos de pessoas. A vida e o futuro dum país não é um negócio!

O fado voltou a cantar-se “Este parte, aquele parte

e todos, todos se vão.”

Os últimos tempos em Portugal têm sido marcados por uma instabilidade e mudança crescentes. Os portugueses têm visto direitos questionados, um serviço público cada vez mais enfraquecido e uma diminuição clara da sua qualidade de vida, situações de dificuldade e de pobreza, de desemprego. 

Este contexto tem contribuído para acentuar o descrédito e a desconfiança na classe política, nas instituições democráticas e na própria democracia.

São fundamentais ideias novas, ideias de futuro, alternativas. Há sempre alternativas.

Em liberdade não há inevitabilidades. Em liberdade, o princípio da dignidade da pessoa humana é cimeiro. 

Em liberdade há valorização do conhecimento, da tecnologia, da ciência.

Em liberdade, os sacrifícios têm de basear-se numa forte consciência do social e do interesse coletivo, sem cedências ao poderio económico, interesses ou grupos, 

Em liberdade não há resignação quanto ao desemprego jovem, nem se aceita que 8.000 estudantes do ensino superior abandonem os seus cursos ao fim do primeiro ano de matrícula por dificuldades financeiras.

Em liberdade não podemos pactuar com infames realidades: quando 40% dos portugueses, não consegue fazer face às despesas de saúde e quando um em cada cinco portugueses deixou de ir ao médico por problemas monetários.

Em liberdade existe o direito à indignação perante os 20% de portugueses que estão em risco de ser atingidos pela pobreza e quando esta pobreza ainda é mais agravada na faixa etária das crianças e jovens, onde atinge 25,6%.

Em liberdade, repudiamos os atuais níveis de emigração, mais de 300.000 nos últimos anos, estatística semelhante à vivenciada na década de 60 do século passado.

Quer isto dizer que em liberdade a arma continua a ser o voto. E hoje celebramos aqui essa alternativa. 

Decisões mais partilhadas e escrutinadas serão decisões mais acertadas. Uma Democracia mais participada, será uma melhor democracia.

E é este o repto da nossa Liberdade nesta data celebrativa: a requalificação do voto, a sua importância, contrariando o crescente afastamento do cidadão da política; dos níveis assustadores de abstenção. 

Compete-nos a todos devolver a política aos cidadãos; abrir os partidos a uma maior participação e aproximar os eleitos dos eleitores.

Celebremos a atividade política como um bem, um dever e um direito, libertemo-nos da pejorativa alcunha de “eles” transformando-a em “nós”. Legisle-se no sentido de aproximar os cargos públicos de eleição dos próprios eleitores.

Requalifiquemos o voto e a cidadania participativa.

A dúvida de Maria Antónia Palla mantém-se até hoje “agora que ganhámos a liberdade o que vamos fazer com ela”. 

Hoje confrontamos o medo e a esperança. A história e o futuro. Hoje relembramos Abril, abraçamos a Europa e contribuímos para a contração dum futuro auspicioso. Hoje, contribuímos para uma nova abordagem alavancada no investimento público, em políticas públicas que aliviem a austeridade e que promovam o crescimento. Hoje celebramos Abril! Viva Abril! Viva a Liberdade!

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25 de Abril de 2015

PS homenageia Constituintes de 75

LARGO DO RATO 12H45

O PS homenageia, este sábado 25 de abril, os deputados socialistas que foram eleitos para a Assembleia Constituinte nas eleições de 25 de abril de 1975. 

O secretário-geral do PS, António Costa, entregará aos presentes uma medalha, da autoria do escultor portuense José Rodrigues, que assinala a data. 

A Concelhia de Viseu junta-se a esta singela homenagem e deixa aqui um abraço fraterno aos camaradas João Alfredo Félix Vieira de Lima e Flórido Adolfo da Silva Marques.

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25 de Abril de 2015


Próximos Eventos


Outras notícias

Numa organização conjunta da Federação de Viseu e da concelhia do PS Cinfães, o Partido Socialista realizará a sua Convenção Autárquica em Cinfães.

O evento contará com a presença de António Correia de Campos, ex-deputado ao Parlamento Europeu e Ministro da Saúde nos XIV e XVII Governos,  e com Ricardo de Magalhães, que chefiou a unidade de missão do Douro, tendo também integrado o XIV governo, enquanto Secretário de Estado Adjunto da Ministra do Planeamento.

“ Reformar o Estado para os novos desafios da sustentabilidade e do serviço ao cidadão”; “ O Douro como projeto de fomento e resposta para o desenvolvimento regional”; “ O  estado das autarquias no distrito de Viseu e o contributo do PS” são os assuntos a abordar, e que contarão com participação dos presidentes de câmaras e autarcas do PS.

A sessão começará às 14h30.

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25 de Abril de 2015

No âmbito da reunião de Câmara de 23/04, os Vereadores do Partido Socialista querem tornar público o seguinte:

1 – Por termos tido conhecimento de um caso concreto de uma cidadã que procurou apoio do Provedor do Cidadão com Deficiência e se confrontou com o total desconhecimento por parte dos serviços da Câmara Municipal, questionámos o Sr. Presidente da Câmara sobre esta situação.

Ficámos a saber que esta Provedoria, criada em Abril de 2004, já não existe.

Assim, lamentamos:

- que se continue a divulgar no site da autarquia a existência do que já não existe;

- que se tenha extinto um serviço de provedoria criado para promover e facilitar o acesso aos serviços e direitos de deficientes e suas famílias;

- que o Sr. Presidente da Câmara entenda como “pedido de ajuda ao topo” o recurso a uma figura que na sua concepção é um apoio directo e apolítico aos cidadãos.

2 – O concelho de Viseu tem, nomeados por despacho, um Conselheiro e uma Conselheira Local para a Igualdade.

A Resolução do Conselho de Ministros nº 39/2010 atribui a esta figura um papel central nas políticas e ações das autarquias locais, em matérias tão relevantes quanto o combate à violência de género ou a promoção de condições da conciliação trabalho-família e da natalidade, a defesa dos direitos de pais e mães trabalhadores/as, por exemplo. 

Por notarmos a ausência de uma política estruturada e clara neste domínios, bem como a inexistência de atividade ou referência à mesma nas diversas intervenções do executivo, perguntámos se o Conselheiro e a Conselheira têm sido envolvidos na definição de políticas nesta área da autarquia.

Face à resposta lacónica do Sr. Presidente, de que os Conselheiros se mantêm em funções até porque não foram outros nomeados, entregámos um requerimento com estas questões e com a proposta de que a Câmara Municipal de Viseu crie um Plano Municipal para a Igualdade de Género, à semelhança do que já fizeram mais de uma centena de Câmaras do nosso país. 

3 – Face às notícias de que a unidade de radioterapia, há mais de uma década reclamada para Viseu, a vir para Viseu seria no privado e não para o Centro Hospital Tondela-Viseu, procurámos obter mais informações do Sr. Presidente da Câmara.Percebendo pela sua resposta que lhe é “indiferente” que a mesma seja criada no sector privado ou no público, manifestámos a nossa discordância por temermos que a instalação deste serviço no privado não assegure as condições de acesso universal a toda a população e especialmente aos grupos mais carenciados e por entendermos que estamos perante mais um “não investimento” deste Governo no Centro Hospitalar Tondela-Viseu e na nossa região. 

4 – Após o Sr. Presidente da Câmara ter informado o executivo da reunião com o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, no sentido de reivindicar do Governo uma solução para o IP3, referimos que o Dr. Almeida Henriques chega, pelo menos, com um ano e dois meses de atraso a esta reivindicação. Lembrámos que os autarcas e deputados do Partido Socialista, de Viseu e Coimbra, já se tinham reunido e apresentado esta reivindicação em Fevereiro de 2014. Hoje, lamentamos que volvidos 4 anos de promessas nada tenha sido feito para resolver este enorme constrangimento.

5 – Depois de apreciado o Projeto de Regulamento Municipal dos Períodos de Abertura e Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços do Município de Viseu, pronunciámo-nos pela abstenção, por se tratar de um projeto que vai agora a discussão pública. Nessa medida, terão as várias partes interessadas a oportunidade de se pronunciarem quanto aos horários propostos no Regulamento e os Vereadores do Partido Socialista remetem para a votação final do Regulamento a sua posição.


Os Vereadores do Partido Socialista

João Paulo Rebelo

Rosa Monteiro 

Andreia Parente Coelho        

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24 de Abril de 2015

ATRIBUIÇÃO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS SEM PRIORIDADE À COESÃO PREJUDICA O DISTRITO DE VISEU!

A proposta de decisão da comissão de avaliação do processo de candidaturas para as DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária), recentemente conhecida, demonstra desde já o desnorte que tem sido a estratégia e a implementação do novo quadro comunitário, Portugal 2020, e as enormes responsabilidades do Governo.

Confirmam-se as piores expectativas relativamente às regiões do norte e do centro de Portugal, que são fortemente prejudicadas na distribuição de verbas.

- Num instrumento de política de coesão, que no passado visava territórios de baixa densidade populacional, como é a generalidade do distrito de Viseu, constata-se que somente 33,71% das candidaturas apresentadas respeitam a esses territórios de maior carência;

- As 24 candidaturas apresentadas na região norte e as 35 da região centro, em áreas urbanas, foram todas rejeitadas;

- Do total das 44 candidaturas apresentadas de todas as tipologias, nomeadamente urbanas, rurais e costeiras, 31 foram reprovadas no norte, ou seja 70%; no centro, das 66 apresentadas, 44 não mereceram aprovação, ou seja 67%;

- Lisboa, região fora da zona de convergência, apresenta cerca de 21% das candidaturas nacionais e obtém uma taxa de aprovação de 83%.

A insensibilidade do atual Governo para as políticas de coesão está à vista de todos e os novos acontecimentos reforçam a falta de compromissos com o interior do país, como a Federação de Viseu do PS vem repetidamente alertando!

Começou logo no início, com o QEC 2014-2020,que mudou de nome e passou a Portugal 2020, talvez para que se desvalorize o atraso no arranque do programa, que deveria desde o início de 2014 estar disponível como instrumento financeiro de apoio à economia e ao país.

Reforçou o centralismo no que respeita à gestão das verbas comunitárias, já que no quadro de programação do QREN foram afetadas pelos PO Regionais à contratualização com os municípios cerca de 25% da dotação financeira global. Agora no Portugal 2020 a mesma contratualização situa-se no norte em 12% e no centro em cerca de 13%.

Continua numa clara diminuição da participação dos municípios e das suas estruturas associativas na gestão de verbas do Portugal 2020 e num condicionamento muito elevado nas suas opções de investimento prioritários.

Para o Presidente da Federação de Viseu do PS “é agoraclaro que, embora os fundos comunitários se destinem essencialmente a cumprir o grande objetivo de apoiar as regiões de convergência tal não está a acontecer, em grande medida porque considerável percentagem desses fundos são aplicados em desrespeito por este princípio. E isso prejudica o distrito de Viseu!”

O Governo cometeu por isso um grave erro que prejudica todos quantos vivem no distrito de Viseu!

As estratégias de desenvolvimento existentes nos quadros comunitários anteriores de "Abordagem LEADER", que visava o desenvolvimento de territórios de baixa densidade, deram lugar a um novo instrumento regulamentar (DLBC), colocando "no mesmo saco" territórios economicamente fragilizados, ou de baixa densidade populacional, e territórios urbanos das duas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e dos centros urbano de nível superior.

Esta situação não é um facto isolado mas a confirmação duma estratégia que muito prejudica o distrito de Viseu e acelera um Portugal a várias velocidades!

A Federação de Viseu do Partido Socialista entende por isso que compete ao Governo desde já reconhecer os erros e corrigir este caminho, dando prioridade na aplicação das verbas às populações mais desfavorecidas, refazendo critérios e lançando novos anúncios de concursos.

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24 de Abril de 2015

Assembleia Municipal de Viseu

Alberto Ascensão

Exmºs. Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Srª. Secretária e Sr. Secretário

Exmºs. Sr. Presidente da Câmara Municipal, Srªs. Vereadoras e Srs, Vereadores

Exmºs. Srs. Membros da Assembleia Municipal

Exmº. Público presente

Exmºs. Srs.  Representantes da Comunicação Social

As Contas e o Relatório de Gestão, sobre que nos estamos a pronunciar, resultam da estratégia política traçada pelo Orçamento e pelas Grandes Opções do Plano  que o Executivo Municipal oportunamente apresentou para o ano de 2014.

Faremos a nossa apreciação intencionalmente não exaustiva dos documentos, apenas nos prendendo com um pequeno número de situações que entendemos merecerem as nossas atenção e realce, tendo em conta o nosso entendimento da política de governação para o concelho. 

A nossa discordância relativamente a alguns propósito, bem como as dúvidas, que então referimos e que nos levou a abster-nos na votação daqueles documentos previsionais,  encontram-se agora, na sua maioria, justificados.

De facto, também no que toca à execução conseguida, tal como apontámos, genericamente, aos documentos orçamentais, não deixamos de observar uma política de continuidade, em pouco se diferenciando e pouco inovadora, em relação ao passado recente. 

O investimento realizado no concelho, reflectido nas Despesas de Capital, não ultrapassaram os cerca de 50,64 pontos percentuais do que foi previsto, enquanto que as Despesas Correntes, ficando a cerca de 18,15% do valor orçamental, o que merece ser referido, ficaram contudo muito aquém de poderem cobrir o enorme desvio na execução da Receita de Capital que se quedou pelos 17,30 pontos percentuais.

O total da Receita alcançou uma execução de aproximadamente 39,6%, percentagem que foi conseguida à custa da Receita Corrente, cuja cobrança rondou os 99,44%. 

Não podemos deixar de referir que, esta percentagem de 99,44%, revelada na execução orçamental da Receita Corrente, foi conseguida, em grande parte, à custa da cobrança dos Impostos Directos – IMI, IUC, IMT e Derrama -, cuja execução se guindou, aproximadamente, aos 108,31 pontos percentuais, o mesmo é dizer à custa dos munícipes e das empresas, por valores superiores ao que tinha sido previsto pelo Executivo Municipal.

De facto tínhamos razão, e não é demais repeti-lo dada a indiferença com que  a maioria que governa o município encara esta realidade, tínhamos e continuamos a ter razão em recomendar e propor que as taxas dos Impostos Municipais devem ser mais amigas dos Viseenses e das Empresas.

Os Viseenses sentem os efeitos da carga fiscal municipal a diminuir-lhes os rendimentos, as empresas, também por isso, continuam a passar ao lado do nosso concelho, o investimento não cresce por cá, ao contrário do desemprego que não se nota diminuir substancialmente.

Os Viseenses e as empresas continuam a aguardar a anunciada Reforma Fiscal, como o Sr. Presidente da Câmara disse, “mais justa”, ainda não vista em 2014, apesar de para esse ano haver sido empurrada no ano anterior.

No que concerne  à viragem orçamental para as políticas sociais, que o Sr. Presidente expressou na apresentação do Orçamento e das GOP que estão na base das Contas e do Relatório de Gestão que estamos a apreciar, parecem-nos elucidativas as percentagens conseguidas na execução com a Despesa nos Apoio e Transferências para as Famílias, respectivamente de, aproximadamente, 49,41% e 51,58%, reveladoras do não conseguimento desse objectivo, tão mais grave tendo em conta as dificuldades e a pobreza que se sabe afectarem um vasto número de Viseenses.

Também aqui, as famílias não tiveram, ainda, a atenção que, neste caso, se prometeu dar-lhes aquando da concepção do Orçamento e das GOP de 2014.

A segurança das pessoas é outro aspecto que merece ser visto com atenção e reparamos que, na execução orçamental, as contas do exercício de 2014 em questão, relativamente ao Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil, tal como o Plano Municipal para Defesa da Floresta, apesar de terem sido dotadas de diminutas verbas, ficaram a zero.

Isto pode querer dizer, não parecendo arriscado afirmá-lo, que no que a Emergência, Protecção Civil e Defesa da Floresta respeita, o Município continua a não ter planos, o que nos deixa deveras preocupados, tanto mais que, a avaliar pelo que já se tem registado em matéria de fogos florestais e pelas previsões meteorológicas, este ano se adivinha bem complicado.

As Freguesias, que tal como afirmámos e estranhámos aquando da discussão do Orçamento e das GOP para 2014, ali tinham orçamentada para Transferências de Capital uma verba de cerca de metade relativamente ao ano anterior, ainda assim, a sua concretização não foi além de cerca de 60%, evidenciando um manifesto prejuízo para as populações a quem se destinavam.

Finalmente, não queremos deixar de nos referir à Certificação Legal das Contas e manifestar, pelo menos, a nossa apreensão pelas Reservas ali formuladas; relativamente à Câmara Municipal quanto à não conclusão da inventariação integral dos bens imóveis do domínio público e privado, quanto à incompleta circularização de clientes e utentes com caução  e o montante e a antiguidade que este tipo de dívidas encerra e, relativamente ao SMAS,   quanto à falta de um sistema de custeio dos activos representados pelo abastecimento público de água, nomeadamente a sua captação, o seu tratamento, a sua adução, a sua elevação, o seu armazenamento e a sua distribuição, apreensão que registamos pelos implicações que poderiam ter sobre as demonstrações financeiras e, talvez também, nos resultados finais das contas.

Assim, sem questionar a  correcção técnica das contas apresentadas, não votaremos favoravelmente o  Relatório de Gestão e os Documentos Financeiros da Câmara Municipal e dos SMAS – Águas de Viseu, referentes ao exercício económico de 2014, optando pela abstenção.  

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22 de Abril de 2015

Assembleia Municipal de Viseu

Pedro Baila Antunes

Ex.mo Sr. Presidente da CMV, relativamente a uma das prioridades que estabeleceu para o seu mandato: promoção da atividade económica no município; já vai sendo evidente a dificuldade em – dourar a pílula – e apresentar resultados.

A política imaterial – para mim política de fomento etérea - que tem sido implementada não é bastante, como, porventura, já se terá dado conta. No Congresso da Associação Nacional de Municípios, entre outros pontos sensíveis do PORTUGAL 2020 que tocou, numa intervenção crítica muito bem articulada, defendeu que – cito - “a coesão territorial e o desenvolvimento económico continuam a exigir infraestruturas de contexto”. 

Ainda bem, - palavras minhas - são necessárias infraestruturas inteligentes, investimento reprodutível, que induzam retorno, através da atividade económica que produza valor acrescentado.

Para promoção – alavancagem - da atividade industrial no município, iniciativas pulverizadas a que temos assistido ou que se advinham não são q.b..

Neste âmbito, com alguma da argumentação já publicamente conhecida, através de um estudo do IPV, de que sou um dos autores, venho defender a análise e possível “reivindicação” da criação de uma plataforma logística em Viseu, num futuro eixo ferroviário Aveiro-Vilar Formoso. 

Não cabe aqui discutir o modo como este eixo ferroviário –vital para drenagem das exportações do norte e centro de Portugal, como também para a região de Viseu pela consolidação do binómio acessibilidade/competitividade económica - foi (perdoem-me o futebolês) chutada para canto, ou enxotada… pelo atual governo. 

A criação de uma plataforma logística regional nesta matriz territorial, se agregada a uma área industrial, tenderá a ser nuclear para impulsionar a sua atratividade industrial, o seu potencial exportador, que acrescente valor aos recursos endógenos, garanta competitividade ao território, aumente o emprego e o rendimento locais.

Refiro-me a Viseu e a toda esta constelação de municípios adjacentes, com uma população superior a 250 000 habitantes e vários polos industriais regionais. 

A aplicação dos fundos comunitários em infraestruturas exige agora maior reprodutibilidade económica. Não querem, não queremos, mais “elefantes brancos”. Deseja-se um investimento à escala, induzindo agregação económica regional. Devem considerar-se estudos fiáveis de sustentabilidade, análises de custo-benefício e possíveis sinergias com o terminal de passageiros. 

Sublinhe-se já que o investimento é relativamente reduzido, possivelmente inferior a 2% do valor da implantação do eixo ferroviário. 

Adiantado a discussão, mormente a localização mais conveniente, fazendo um zoom ao município, salta logo à vista a área industrial afeta ao malogrado “sem nunca ter nascido” Tecnolopolis de Lordosa. Colada à A24, próximo da A25, do aeródromo e da cidade, com uma grande área afeta, permite um eventual crescimento faseado, à medida do desejável crescimento da procura.

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22 de Abril de 2015

Senhor Presidente da Assembleia Municipal e Membros da Mesa

Senhor Presidente da Câmara e Senhoras e Senhores Vereadores

Senhoras e Senhores Deputados

Morreu, na passada 6ª feira, dia 17 de Abril, José Mariano Gago.

Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico, Presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, por ele fundado em 1986, Conselheiro Especial do Director-Geral da Agência Espacial Europeia e membro da Administração do INSERM, o maior centro de investigação biomédico da Europa, era um reputadíssimo cientista, que começou a sua brilhante carreira científica no CERN, Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, tendo sido também Presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Era também um político interventivo, começando por ser Presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico em 1969/70, o que lhe valeu a perseguição da PIDE e a necessidade de se exilar em França, donde só regressou depois do 25 de Abril. Veio a ser Ministro da Ciência e Tecnologia dos Governos do Engº António Guterres, entre 1995 e 2002 e Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior nos Governos do Engº José Sócrates, grangeando a admiração não só dos seus correligionários como dos seus adversários pelo impulso que deu ao avanço da investigação científica no nosso País, nomeadamente pela criação dos Centros de Ciência Viva e do Pavilhão do Conhecimento em Lisboa, patrocinando e incentivando a internacionalização da nossa investigação, colocando Portugal a par da comunidade científica internacional.

Em reconhecimento das suas qualidades, de renomado cientista e impoluto cidadão, a comunidade científica e académica nacional fará, em sua homenagem, uma paralisação de 5 minutos, hoje a partir das 12 horas.

Em reconhecimento da justeza de tal homenagem, o Grupo Municipal do Partido Socialista propõe a seguinte

MOÇÃO

 A Assembleia Municipal de Viseu, reunida em sessão de 20 de Abril de 2015, associa-se à homenagem da comunidade científica e académica nacional ao Professor Engenheiro José Mariano Gago, falecido a 17 de Abril de 2015, observando um minuto de silêncio às 12 horas de hoje.

Viseu, 20 de Abril de 2015

O Grupo Municipal do Partido Socialista

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22 de Abril de 2015